“A boca.... se perde na seca da falta de outra
E se racha na ambição de um lábio que molha, rega, morde...
Não esconde a vontade de se envolver no gosto
Mira o teu paladar e se aconchega com a tua saliva
E quando prova, deslembra o escasso e se mistura com o esquecimento
Na hora do toque o que pensou, deixou de ser
Ela se perde no infinito do céu do desejo
E sabe que o sabor não acaba quando a distância corre
Ela só aumenta a fissura e procurar entender...
...que só nos teus lábios esquece-se da tristeza, da angústia e do anseio
Porque quando toco tua boca morena, ela dá um nó no tempo e me perco no imenso, interminável e indefinido prazer...”
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