domingo, 25 de maio de 2008

365

...agora cada vez mais percebo
Que depois de várias inquietudes
Depois de muitos sonhos bons
Que o horário voou no relógio

E que tudo que passou
Fica preso no meu futuro tempo, na sua memória
Nos nossos dias de glória
Na casa de praia escondida
Na noite de amor não vívida
No seu apontar na esquina

Em cada riso despercebido
Em outros versos reescritos
No nosso olhar impregnado
Na brincadeira de criança
No desejo acumulado
Nos trazendo a esperança

O dia de hoje chegou
E agora o que foi que ficou?
Essa rima pobre que aqui se desdenhou?
Ou mais um sentimento que desabrochou
Como uma flor
Que parece que me apanhou
E que me enfeitiçou

Matando os meus velhos desejos e heróis
Para se transformar numa coisa só
Nessas frases repetidas
Nesses insolúveis maneiras de amar
Nesse verso interminável

Como cada dia eu sinto esse carinho
Indomesticado
Intolerável
Verbalizado

E eu sei que se você se for hoje
Você aparecerá logo depois
E vai me tratar como se fosse o dia de ontem
Deslocando a nossa reta

Tornando mutável todo cotidiano
Sempre mudando de plano
E mantendo o nosso calor

Mas, e se o teu cheiro penetrar em mim
Como é que lavo as minhas roupas?
Como é que tiro esse aroma
E se tua saliva ficar na boca
É, dona Rosane vai deixar de lado a sopa

E nessas infinitas palavras
Conto tudo que passou
E tudo que não foi
E algo que será
Ou não deve ser
Mas para tudo que ficou
Eu agradeço
Mesmo que seja exagerado
Ou apaixonante
Porque vivi com você
Todos os meus defeitos que alguém poderia mostrar

Sem vergonha de machucar
E de olhar para o presente momento
E dizer que tudo valeu a pena
Pois é no tempo que aprendi
Que como é agradável te sentir

E não vai ter final
Como uma tarde de domingo
Ou como uma canção de saudade
E vamos chegar mais tarde
Que o ônibus já passou
E o entardecer ta tão bom

Deixa para depois
O que sobrou
O agora ta quantitativo
Como o dia se perder no infinito
E a gente nem percebe
Que já foram 365...

sábado, 24 de maio de 2008

Samba descalço

...O meu canto vai relevar as cicatrizes
A tua poesia vai me deixar em pé de crise
Samba meu, essa sufocada agonia
Que me arrepia e me usa de guia
Utopia desvairada na avenida

Deixa o samba passar e nele levar
Todas as quimeras inesquecidas
Todas as paixões mal resolvidas
E me faz sentir alegria

Esquecendo o vazio inconseqüente
Que maltrata tanto a gente
E que me usa de torpecente
Para drogar e deixar doente

Samba meu essa ilusão
Em dose carente de decepção
E se em fantasia não se acabar
Vou chama - lá na próxima alegoria
E deixar a sandália na escada para gente sambar...

Faça alguma coisa (GRAM)

JÀ Não SEI SE É PIOR COM VOCÊ OU SEM :P



....se for partir
Não vou me preocupar
Fui incapaz
Se ontem não quis te aceitar

Fiquei tentado ao jogo de te ver só
Será um prazer perceber que você é bem mais
Quando em paz

Não andei
No lugar fiquei
Você me ajustou num lugar que me torna invasor
Me encantei por...seus olhos já não me mantém
Já não sei se é pior com você ou sem

Quando um jogo era bom
Você nem me evitou
Você nem me evitou

Te pedi pra fingir
Te implorei pra fugir

Fiquei tentado ao jogo de te ver só
Será um prazer perceber que você é bem mais
Quando em paz ...

MANOELA

...depois da demora da rima,
do verso inventado daquela frase mal escrita,
volto com todo pudor, com poesia menos singela,
opinado por alguns que não deixa de ser bela
e para quem não conhece vos apresento Manoela......

..você parece ser tão forte

Num jogo de cintura de se admirar

Afinal os outros são tão indiferentes

E sua busca é continua

É parece que achou

Mas e aí é sincero?

Ou só é um desejo despercebido

Ou foi um amor mal vivido?

Ou um amo mal amado?

Vem cá, Garibaldi já foi

A Manoela cansou de esperar

O seu papel de mulher já passou

Acho que você tem que fazer outra busca

Pois essa acho que fracassou

Mas se não é do seu álibi se meter em outras aventuras

Então me responde criatura

Levou tapa na cara e você ainda não muda?